02 fevereiro 2007

Saudade

Tenho saudades... Não sei bem do quê, nem se de alguém. Mas sinto saudades.

Este fim-de-semana passeei e aprendi. Foram dias de aprendizagem e de regresso a casa. Falei com pessoas que falam a mesma língua, que se entendem nos mesmos termos que eu.
Dê lá por onde der, falamos todos do mesmo, com palavras diferentes. Todos apregoam o mesmo, ainda que de forma diferente.
E repeti-lo é gastá-lo. É perder-lhe o significado. Porque há sons que só se ouvem uma vez... E passamos o resto da vida a tentar imitá-los.

20 janeiro 2007

O meu mundo silenciou-se por algum tempo. Não houve um som que eu quisesse expôr.
Mas aprendi uma coisa. A minha vida é uma consequência do que eu sou, do que eu sinto e do que eu penso. Não é assim tão estranho se pensarmos nisso. Heinseberg estipulou o princípio da incerteza, que no fundo diz que a matéria só está no sítio para onde olhamos porque foi aquele sítio para onde olhámos. O meu olhar determina o local onde as coisas estão. Isto significa que basta que eu tenha consciência de onde quero que as coisas estejam e orientar a realidade para isso. Chama-se sonhar.

E este é o grito que não me vai largar!

07 janeiro 2007

A caminhada

É um facto adquirido que para termos uma boa saúde, temos de deixar a preguiça de lado e fazer exercício. O tipo de exercício que escolhemos é altamente variável da nossa situação económica, social, entre outras coisas. Sempre achei que o melhor exercício é nadar... No entanto, implica tanto trabalho conseguir um atestado médico para conseguir frequentar a piscina municipal, que deixo-me ser preguiçosa. Só mais um bocadinho. Afinal de contas, quando chegar o Verão posso sempre nadar sem ter de me preocupar com os atestados médicos...
Em alternativa, correr também é bom, dizem...
Sair de casa para correr dúzias de vezes à volta do mesmo edifício (no caso, um liceu), ainda por cima sozinha... O sofá é bem mais simpático! Especialmente com edredon e uma gatinha a ronronar no colo!
Para combater esta preguicite já pensei em comprar uma passadeira, daquelas giras que vemosnos filmes... E os preços?! Primeiro que conseguisse poupar o suficiente para comprar uma, já teria engordado mais de 20 quilos, graças à minha pouca vontade...

Mais uma alternativa: caminhar! Não ao ritmo de "ver montras", mas sim caminhar a sério, com um ritmo constante. Melhor ainda será se conseguirmos encontrar companhia que torne o dia ainda mais bonito.
Finalmente comecei a minha luta contra o sedentarismo que se apossou de mim!

E, hoje, a melodia que o dia me cantou soava a liberdade.
Paisagens verdejantes, águas límpidas, mentes abertas, tolerantes e meigas.
Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida... E cheira a liberdade!

06 janeiro 2007

É estranho, perturbador... A maneira através da qual um amor se transforma em ódio, desprezo, dor, raiva. E de um momento para o outro, do nada, volta ao mesmo... Amor, desejo, impaciência.
Não entendo, julgo que nunca vou entender. Porque é que o simples facto de dormir apaga as lembranças do que senti, as transforma?

05 janeiro 2007

A primeira canção

Só ao acordar descubro o que o dia me reserva. Inquietude, alegria, insatisfação, gozo... Seja o que for. O primeiro olhar em volta determina o dia.
A primeira música do dia de hoje... Foi triste... Melancólia, nostálgica. As primeiras lágrimas destruíram tudo o que o meu acordar despertou. As recordações são pedaços difíceis de largar. Pedaços de nós, da nossa vida, de hoje, de amanhã, de ontem.

O futuro não muda com a nossa vontade. Ou muda? Podemos mudar o curso da nossa vida com simples escolhas, ou não?
O que esperamos, hoje, que seja o dia de amanhã?
O que foi o dia de ontem, senão um prenúncio do que temos hoje?

Triste, é a música de hoje...

Podia ser diferente. Eu podia ser diferente.
E tu sabes disso... Podias ter mudado tudo. Mas preferes esconder... Manipular, controlar.
Não é assim que me quero lembrar de ti, de nós e de tudo o que está para vir.
Quero escolher. Quero desligar. Quero esquecer e fingir que não acontece.

O amor é isto. Escolhas, dor, resultados. Amanhãs que estão longe demais para podermos imaginar como serão.