A primeira canção
Só ao acordar descubro o que o dia me reserva. Inquietude, alegria, insatisfação, gozo... Seja o que for. O primeiro olhar em volta determina o dia.
A primeira música do dia de hoje... Foi triste... Melancólia, nostálgica. As primeiras lágrimas destruíram tudo o que o meu acordar despertou. As recordações são pedaços difíceis de largar. Pedaços de nós, da nossa vida, de hoje, de amanhã, de ontem.
O futuro não muda com a nossa vontade. Ou muda? Podemos mudar o curso da nossa vida com simples escolhas, ou não?
O que esperamos, hoje, que seja o dia de amanhã?
O que foi o dia de ontem, senão um prenúncio do que temos hoje?
Triste, é a música de hoje...
Podia ser diferente. Eu podia ser diferente.
E tu sabes disso... Podias ter mudado tudo. Mas preferes esconder... Manipular, controlar.
Não é assim que me quero lembrar de ti, de nós e de tudo o que está para vir.
Quero escolher. Quero desligar. Quero esquecer e fingir que não acontece.
O amor é isto. Escolhas, dor, resultados. Amanhãs que estão longe demais para podermos imaginar como serão.
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